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A futuro da Mobilidade é verde!

Recentemente, o nascimento de uma criança elevou a população do planeta para sete bilhões de pessoas. Se garotinha de Manila adquirir sua carteira de motorista algum dia, ela provavelmente passará muito tempo em engarrafamentos. Hoje, existem mais de 800 milhões de carros e caminhões em estradas no mundo.

Até 2035, podemos esperar dois bilhões de veículos motorizados, principalmente devido ao rápido crescimento do Brasil, Índia e China. Só na China, estudos prevêem um aumento anual de 36% no número de proprietários de automóveis. Isso significa não só mais consumo de combustível, mas também maior pressão sobre o meio ambiente – os congestionamentos também serão muito piores. Para muitas pessoas, ficar preso em um engarrafamento no caminho para o trabalho já é uma ocorrência diária. A mobilidade em todo o mundo passa por um problema: tudo está parado.

Sem rodas girando

Stau_SonnenuntergangOs fatos e os números falam por si: os alemães gastam atualmente mais de 50 horas por ano em congestionamentos – mais horas do que em uma semana inteira de trabalho. E o tempo de lazer também: a cada ano, nos 12 finais de semana da temporada de férias de verão na Alemanha, há cerca de 1.000 engarrafamentos de mais de dez quilômetros. Se dispostos em uma única linha, todos os veículos envolvidos quase chegariam à Austrália.

A megatendência Urbanização é uma das razões pela qual o mundo está ficando cada vez mais lotado. Um número crescente de pessoas está se mudando do campo para as cidades. Existem atualmente 27 megacidades com mais de cinco milhões de habitantes e o crescimento continua. Em 2011, pela primeira vez na história, mais da metade da população mundial vivia em cidades. Se o crescimento continuar nesse ritmo, até 2050 haverá 9,2 bilhões de pessoas no planeta e três quartos delas viverão em cidades. Então não haverá mais espaço para carros, como há hoje, nas áreas superlotadas.

O carro está morto – vida longa ao carro

Metamotiv Audi_rot#Para os pesquisadores de mobilidade, o automóvel é um símbolo de status que, no entanto, quase se tornou sinônimo para um cenário que ninguém quer mais e que o planeta não pode mais sustentar. “Mesmo um total de dois bilhões de carros não seria um desastre em si”, escreve o especialista em mobilidade da Califórnia, Dan Sperling, em seu livro Dois bilhões de carros. Contudo, deve haver uma inversão fundamental da tendência por veículos cada vez maiores, com motores mais poderosos. Isso se aplica, sobretudo na Europa e América do Norte; no Brasil e no Japão, os carros compactos já são os veículos mais comuns nas estradas há um longo tempo. Com a conscientização ambiental em alta, no futuro a tendência será definida devido a economia em termos de preço de compra e manutenção. “Pequeno”, “leve” e “ecológico” são os lemas invisíveis nas pranchetas de design das montadoras.

Engenharia leve está em alta

HiAntAlém do motor de combustão clássico, a mobilidade elétrica está ganhando mais espaço. Em 2025, segundo previsões, os veículos com motores a combustão ainda serão responsáveis por 50%  das vendas da indústria, mas 10 % dos veículos novos serão abastecidos com energia elétrica e 40% serão veículos híbridos. Essas mudanças vão alterar a cadeia de valor atual do setor, não apenas para fabricantes de equipamentos originais e fornecedores, mas também para concessionárias de energia e fornecedores terceirizados. Plásticos técnicos, por exemplo, são materiais com grande potencial e apóiam a tendência de engenharia automotiva leve. Os plásticos oferecem não só o benefício de redução de peso, mas também resultam em possibilidades inteiramente novas de construção e design. Outra vantagem é que na produção em massa até componentes complexos de plástico podem ser produzidos em menos etapas, tornando sua fabricação menos dispendiosa do que das partes metálicas. Além disso, as exigências de uma nova geração de motoristas também dão forma aos carros do futuro. Serviços de informação e alta conectividade terão um papel cada vez mais importante no futuro, levando a uma convergência das indústrias automotivas e de TI. As empresas precisarão de flexibilidade para lidar com sucesso com os públicos e desafios inteiramente novos que surgirão.

Combustíveis alternativos

Uma abordagem completamente diferente para a mobilidade do futuro é baseada em combustíveis a partir de matérias-primas renováveis, que têm equilíbrio neutro de CO 2.O biodiesel a partir de semente de canola, óleo de girassol, semente de dendê ou pinhão-manso – soa como uma grande idéia a princípio. Mas para esses combustíveis servirem às necessidades diárias, o tempo de armazenamento deve ser aumentado por estabilizadores de biodiesel, como o Baynox Plus da LANXESS. Só então os biocombustíveis têm sua duração conservada para uso generalizado.

Compartilhando e economizando

Novos conceitos estão ganhando espaço

SmartPara atender às necessidades do futuro, a mobilidade deve ser reinventada em todas as áreas. Além de veículos compactos com alta conectividade, conceitos inovadores de mobilidade também estão em demanda. Estratégias já em uso, como o uso compartilhado de carros e veículos comunitários, estão mostrando o caminho para o futuro. Com o número total de usuários atingindo seis dígitos, a Alemanha, discretamente, transformou-se no maior mercado de uso compartilhado de automóveis na Europa, seguida pelo Reino Unido e Suíça. Hoje, o modelo de uso compartilhado de carros é muito menos oneroso para os usuários do que um veículo próprio, se os quilômetros totais dirigidos e encargos de tempo não excederem o limite de custo-benefício, que fica entre 10.000 e 20.000 km por ano. O uso compartilhado de carros beneficia as pessoas e o meio ambiente em diversas maneiras. Em quase todos os casos, as empresas de compartilhamento oferecem uma frota de veículos novos e modelos recentes. Os motoristas não são limitados a um tipo ou a um modelo. Eles podem escolher o veículo certo para a sua situação a qualquer momento. Os custos com a compra, estacionamento ou aluguel de garagem, impostos e seguros são eliminados completamente. Se você não dirige, você não paga. Especialmente em zonas urbanas densamente povoadas, o uso compartilhado de automóveis complementa os serviços de transporte público, pedestres e ciclistas, garantindo uma mobilidade completa.

Uma visão promissora: Eletromobilidade

Com microcarros e e-bikes, uma nova geração de opções de transporte rápidos está sendo criada. No LANXESS Automotive Day Brasil, Christopher Borroni-Bird, Diretor de tecnologia avançada para veículos da General Motors, salientou: “A eletromobilidade está abrindo um novo potencial para vários tipos de novos materiais que são mais ecológicos, mais acessíveis e mais confortáveis. Estou confiante de que esta é uma visão muito interessante para o futuro e para a LANXESS também”.  A Saltig já está produzindo carbonato de vinileno, um ingrediente importante para baterias de íon-lítio. Uma área de aplicação para esta bateria de alto desempenho é o armazenamento de energia em veículos híbridos. Outra tecnologia na qual as pessoas têm grandes esperanças é a célula de combustível, que gera energia a partir do hidrogênio e oxigênio, liberando apenas vapor de água inofensivo para o meio ambiente. O princípio tornou-se conhecido há 170 anos, mas só agora a tecnologia está amadurecendo o suficiente para o uso diário. Graças a fatores que incluem uma nova geração de resinas de troca iônica que a LANXESS desenvolveu em cooperação com as principais montadoras.

Materiais de alta tecnologia para a mobilidade do futuro

As pessoas em todo o mundo estão mais exigentes quando se trata de mobilidade e suas necessidades também. Elas querem carros mais econômicos e ecológicos, sem abrir mão de segurança e conforto. Isso significa desafios para os fornecedores – ao mesmo tempo, oportunidades, oferecerem os produtos certos. E fornecedores como a LANXESS. Plásticos de alta performance como o Durethan são usados em compostos com aço ou alumínio para produzir partes da carroceria que suportam cargas elevadas, mas são até 40% mais leves do que as convencionais. Folhas orgânicas feitas com fibra de vidro e Durethan são até mesmo 100% isenta de metais. Os plásticos já respondem por até 20% dos materiais automotivos. Uma redução de 100 quilos leva a uma economia de combustível que pode chegar a meio litro por cada 100 km. Hartwig Meier, Líder de Desenvolvimento de Produto e Aplicação da unidade de negócios High Performance Materials da LANXESS, está convencido: “No futuro, as áreas convencionais de aplicações de plásticos, como o compartimento do motor, serão transferidas para peças e componentes estruturais dos veículos. Isso é novo e determina o desempenho completo de um automóvel”.

Como uma empresa de especialidades químicas, a LANXESS oferece produtos premium e tecnologias inovadoras que contribuem para a criação de soluções ecológicas para a mobilidade verde. Saiba mais em breve sobre este tema na WebMagazine sobre “Mobilidade Verde”.